Thursday, July 19, 2007

Crítica: Lenny


Antes tarde do que nunca... Finalmente estamos postando o nosso comentário do desfile da grife de moda praia, Lenny.

Lenny Niemeyer surpreendeu novamente. Inspirada pelas formas da arquitetura, Lenny transformou azulejos (de verdade) em flores, detalhes de biquínis, maiôs e saídas de praia, e o coloriu.


O desfile começa em branco, para só depois ganhar cor. Fazem parte da cartela de cor, o azul, amarelo, preto, verde, laranja, vermelho. Além das estampas, inspiradas em Miró.

Lenny chocou na abertura de seu desfile, quando colocou as tops Letícia Birkheuer, Ana Beatriz Barros e Izabel Goulart juntas na passarela.


Mais uma vez foi a moda da Lenny que se destacou no Fashion Rio.

Friday, July 6, 2007

Totem + Top Shop + Patti Smith = Fred D’orey


Em 1995, Fred D’orey (Foto Alto) inaugurava a primeira loja da Totem, em Ipanema. De lá para cá, as coisas mudaram. No início, Fred só fazia roupas masculinas. Agora, ele também produz as linhas feminina – que hoje é maior que a masculina – e infantil.

O blog Moda Pop conversou com o empresário em uma de suas lojas, enquanto o apaixonado por música esperava para participar de uma entrevista aberta ao público em um shopping da Barra da Tijuca. Leia o papo a seguir.

Moda Pop: Por que você escolheu a Patti Smith como tema da coleção do próximo verão?
Fred D’orey: Porque eu adoro rock e precisava escolher uma roqueira que fosse o símbolo da coleção. Eu acho que a Patti tinha essa cara que eu precisava. Eu não queria que fosse uma menininha. Queria alguém mais intelectualizada e acho que a Patti Smith preenche bem isso.

MP: Tudo o que foi mostrado na passarela estará nas lojas?
FD: Praticamente tudo, com algumas pequenas modificações. Talvez um decote um pouco menor no vestido que abriu o desfile. Uma gola um pouco menor. No desfile, a gente tende a maximizar a peça.

MP: Como você transformou a Patti em roupas?
FD: Primeiro, o que significa Patti Smith? Ela é uma mulher e se vestia de uma forma meio masculina. A gente pegou a coisa da alfaiataria. Mexemos com gola, botões. Foi uma livre interpretação. Pegamos tudo o que tinha a ver com o universo da alfaiataria e transportamos para uma coisa mais feminina que é a linguagem da Totem.

MP: Sobre a Totem agora ser vendida na Top Shop, Como isso se deu?
FD: A gente tem um distribuidor na Inglaterra e ele fez uma entrevista lá e os caras de cara gostaram. Fixou-se uma data e a gente estreou. Vendeu muito na primeira semana. Na segunda semana, o nosso espaço aumentou em 50%. A gente está trabalhando com entregas mensais para a Top Shop. E o desafio agora é trabalhar o inverno por lá

MP: A próxima coleção é sobre rock, mas a três anteriores também eram sobre o ritmo. O que lhe atrai tanto no rock?
FD: O que acontece é que eu não sou o estilista. Eu dou o estilo da minha marca. As coleções têm de refletir o universo que me interessa. Eu não vou fazer sobre as Pirâmides do Egito, porque não é uma coisa que me interessa. Mas, a música é uma coisa que me interessa. Eu sempre li muito. Tenho várias assinaturas de revistas sobre o assunto, tenho 2.000 vinis, 5.000 CDs, 9.000 músicas no meu I.pod. É um universo que me interessa bastante. A música foi o elemento transformador da nossa cultura, do final do século XX. Tem muito componente de moda na música.

MP: De todas as coleções que você fez até hoje, qual é a sua predileta?
FD: Eu gostei mais da primeira parte da Swinging London (Inverno 2006). Porque, a gente descobriu o tema e aquilo veio como uma erupção. Eu adoro estamparia e foi muito rico trabalhar com estampas que remetiam àquela época. Também era muito novo. Naquele momento, esse componente inglês, da Swinging London, foi algo novo.

MP: Você faz coleção de inverno. Por que você pula a edição de inverno do Fashion Rio?
FD: No próximo ano estou com vontade de fazer. Mas, eu pulo porque eu fico cansado. Dá muito trabalho e, às vezes, eu não tenho energia de fazer dois desfiles por ano.

MP: Quem você acha que é a cara da Totem?
FD: Eu. (Risos)

MP: Qual é a sua aposta para o verão 2008?
FD: Eu acho que os vestidos vão estar muito curtos. Mini vestidos. Shorts muito curtos também e formas mais arredondadas.

MP: Para terminar, pegando muitas ondas?
FD: Direto, graças a Deus. Pegando muitas ondas.

Foto: Gilberto Junior

Entrevista de ouro: Lenny Niemeyer


Lenny Niemeyer (Foto Alto) é uma das estilistas mais badaladas do Rio de Janeiro. Melhor, do Brasil. Ela domina as praias faz algum tempo. Sempre muito esperada nas passarelas, Lenny e sua marca, que leva o seu próprio nome, apresentaram no Fashion Rio, uma coleção em que azulejos tomavam formas nos corpos das modelos, se transformando em lindos biquínis e maiôs – além de ter levado o melhor casting da última edição do evento de moda carioca.

Lenny também é conhecida por suas festas, que são mais concorridas que final de campeonato entre Vasco e Flamengo.

A estilista paulista radicado no Rio de Janeiro concedeu uma entrevista ao Moda Pop, a qual chamaremos de entrevista de ouro. Confira.

Moda Pop: No início do seu release, você cita Ovidius Nasus. A frase era o seguinte: ‘’minha vontade é contar histórias sobre corpos que mudam para diferentes formas’’. O que isso significou?
Lenny Niemeyer: Significou pegar o azulejo como base e fragmentá-lo. Eu realmente usei o azulejo. E esse azulejo vai tomando forma no corpo da mulher. Querendo ser flores, querendo ser colorido. Foi muito diferente trabalhar com volume, que é um da arquitetura, porque tanto que eu usei essas paredes todas de azulejos e quebrando, colorindo e colocando no corpo da mulher.

MP: Você não teve medo de se repetir, já que no verão passado você usou um tema bem parecido?
LN: Na verdade, eu comecei de onde parei. Ano passado eu trabalhei com a geometrização das formas da natureza. Esse ano é o oposto. Eu parti dessa geometria, que é o azulejo, para fragmentá-lo e transforma-lo em formas totalmente soltas e coloridas. Tanto que o desfile começa com as formas muito geométricas e elas vão ficando orgânicas, até ficarem circulares e terem todas as interferências. E terminarem com essa explosão de cores. Essa coleção pegou o verão passado do ponto que parou e falou: ‘ui! Vamos enlouquecer com as formas e cores’.

MP: De onde você tirou a idéia da coleção do atual inverno? Tem mapas da cidade de Paris...
LN: Na verdade foi uma brincadeira de fazer um mapa. Foi uma estampa que encontrei, que não tinha nada a ver. Mas, foi um momento de sair da brasileiridade, para entrar no inverno com uma coisa ‘ui!Fui à Paris’.

MP: Quem é Lenny Girl? É a Letícia?
LN: Meu Deus! A Letícia (Birkheuer), por acaso, veste muito bem. A Letícia também é amiga, querida. Eu gosto dela como filha. Ela veste as coisas com emoção, carisma e vontade.

MP: Para terminar, quando será a próxima festa?
LN: No ano novo ou no próximo Fashion Rio.

Foto: Gilberto Junior

Thursday, July 5, 2007

Geanne Albertone no Circo do Faustão


Leitores, o Moda Pop convoca: vamos todos torcer pela Geanne Albertone (Foto Alto) no Circo do Faustão. Geanne é a única representante da moda no quadro, que terá como mote o universo do circo. Os participantes terão de fazer tudo que os artistas do picadeiro executam. Por exemplo, mágicas.

Geanne fez pose exclusiva para o blog e perguntou se a gente aprovou a sua pré-apresentação no último domingo. É claro que nós adoramos. Mas, nesse domingo é pra valer. E como a bela mesmo disse, ela está ali para ganhar. Estamos com você.

Foto: Gilberto Junior

Modelos brasileiras marcam presença na alta costura


As modelos brasileiras continuam em alta. A prova dessa afirmação é o número representativo de tops nacionais nos desfiles de alta costura, que terminam hoje em Paris. Em todos os shows há pelo menos uma made in Brazil.

No desfile da Dior, por exemplo, até a nossa Gisele compareceu. Claro, ela foi a estrela do espetáculo. Abrindo a apresentação. Carol Trentini também vem se destacando. A modelo foi a única brasileira no casting da grife Christian Lacroix.

A veterana, Talytha Pugliesi, também deu o ar de sua graça na passarela da Armani Privé. Por enquanto, Talytha só apareceu nesse desfile. Viviane Orth, que desfilou para as grifes Dior e Chanel, e Fabiana Semprebom marcaram presença na performance de Elie Saab.

Flávia Oliveira e Bruna Tenório também vêm aparecendo em muitos dos desfiles de alta costura. Mas, o destaque vai para a segunda modelo do mundo, Raquel Zimmermann. A top até agora surgiu nas passarelas da Dior, Givenchy, Jean Paul Gaultier e foi a noiva (entrando de braços dados com Karl Lagerfeld) da Chanel.

Fotos: Reprodução

Wednesday, July 4, 2007

Drops...

Descobrimos que a top Camila Finn (Foto Alto) está no Brasil. Só não sabemos exatamente para fazer o quê. Assim que o blog ficar sabendo, a gente lhe conta. A única coisa estranha foi a a Camila ter pulado os desfile de Alta Costura. O que ela veio fazer no Brasil deve ser muito bom.

Já Luciana Curtis (Luciana Curtis) se encontra em Nova York, Trabalhando...

Talytha Pugliesi fotografou campanhas no Brasil

Talytha Pugliesi esteve entre nós, brasileiros, há poucos dias. A modelo que pulou a edição primavera-verão 2007/2008 do Fashion Rio e do São Paulo Fashion Week, veio ao Brasil para fotografar as campanhas das grifes Via Uno e Smart Bag. Talytha já retornou aos Estados Unidos para cumprir a sua agenda de trabalho.